Por Bruno Sayão, CEO da Sinky
A Sinky é a nova Sinqia?
Não. A Sinky é a próxima infraestrutura crítica do sistema financeiro.**
Durante décadas, o sistema financeiro brasileiro evoluiu sobre uma base muito clara: infraestrutura primeiro, inteligência depois.
Essa lógica moldou bancos, fintechs, reguladores, fornecedores de tecnologia e até a forma como pensamos risco, crédito e compliance.
Mas essa ordem está mudando.
E, para entender por quê, é preciso olhar para trás.
O que a Sinqia construiu (e por que isso foi tão importante)
A Sinqia foi — e ainda é — a grande consolidadora do software core do sistema financeiro brasileiro.
Ela conectou o país inteiro ao backbone transacional das instituições financeiras:
Core bancário
SPB
Liquidações
Registradoras
Contabilidade regulatória
Sistemas críticos de processamento financeiro
Esse é o nível mais profundo, sensível e estável da stack financeira.
Sem esse tipo de software, bancos simplesmente não operam.
Sem ele, não existe TED, Pix, crédito, liquidação ou balanço.
A Sinqia cumpriu um papel histórico:
industrializar e padronizar a operação financeira em escala nacional.
Ela foi o sistema nervoso operacional do sistema financeiro.
E isso não é pouca coisa.
Mas o sistema financeiro mudou
Nos últimos 10 anos, três forças mudaram completamente o jogo:
Explosão de dados
Complexidade regulatória crescente
Inteligência artificial se tornando infraestrutura
O resultado?
O gargalo deixou de ser transacional.
O gargalo passou a ser decisório.
Hoje, o que define performance financeira não é apenas processar bem transações — é decidir bem:
Quem aprovar
Quem reprovar
Quem investigar
Quando bloquear
Quando liberar
Como explicar a decisão
E isso acontece milhões de vezes por dia.
Decisão virou infraestrutura
Durante muito tempo, decisões eram tratadas como “lógica de negócio” periférica:
Um score aqui
Uma regra ali
Um analista no meio
Um Excel fora do sistema
Isso não escala.
Hoje, decisões são:
Reguladas
Auditáveis
Automatizadas
Explicáveis
Críticas para resultado financeiro
Decisão deixou de ser camada de aplicação. Decisão virou infraestrutura.
E toda infraestrutura crítica, mais cedo ou mais tarde, se consolida.
É exatamente aqui que a Sinky nasce
A Sinky não nasce no core regulatório.
Não nasce no SPB.
Não nasce na liquidação.
A Sinky nasce acima disso tudo.
A Sinky está se tornando a nova camada de decisão do sistema financeiro.
Se a Sinqia integrou o core operacional,
a Sinky integra o core inteligente.
Somos a infraestrutura que orquestra dados, IA e regras de risco para decisões críticas como:
Crédito
Fraude
Compliance
Onboarding
KYC / KYB
Monitoramento contínuo
Tudo isso em tempo real, com contexto e inteligência nativa.
Enquanto o core processa transações, a Sinky processa decisões
Essa é a diferença fundamental.
O core responde à pergunta:
“O que aconteceu?”
A Sinky responde:
“O que deve acontecer agora?”
E essa segunda pergunta é muito mais difícil — e muito mais valiosa.
A camada mais fragmentada do sistema financeiro
Se você abrir uma instituição financeira por dentro hoje, verá algo curioso:
O core é relativamente estável.
Mas a camada de decisão é um caos.
Bureaus desconectados
Modelos espalhados
Regras hardcoded
Fluxos manuais
Times operando exceções
Ferramentas que não conversam
Cada decisão é uma colcha de retalhos.
Essa é a camada mais fragmentada da indústria.
E é exatamente essa camada que está sendo consolidada agora.
O mesmo movimento da Sinqia — em outra camada
Aqui nasce a analogia que o William trouxe:
A Sinqia consolidou o core operacional
A Sinky consolida o core inteligente
A lógica é a mesma:
Padronizar
Orquestrar
Escalar
Tornar infraestrutura
Mas o objeto é outro:
Antes: transações
Agora: decisões
Mas existe um ponto ainda mais importante
A maior diferença entre Sinky e Sinqia não é a camada.
É o tempo histórico.
Nascemos AI-First. Não AI-Applied.
A maioria das empresas de software financeiro nasceu em um mundo pré-IA.
Agora, todas estão tentando:
“Adicionar IA”
“Aplicar IA”
“Colocar um copiloto”
Isso é IA aplicada.
Funciona até certo ponto — mas carrega limitações profundas de arquitetura.
A Sinky não aplicou IA sobre um produto existente.
A Sinky foi desenhada desde o primeiro dia para operar com IA como arquitetura.
Isso significa:
Modelos de linguagem como cidadãos de primeira classe
Orquestração inteligente nativa
Decisões contextuais, não apenas determinísticas
Agentes especializados
Aprendizado contínuo
Explicabilidade por design
Não é um plugin.
Não é um add-on.
É fundação.
Isso muda tudo
Muda:
Velocidade de inovação
Precisão das decisões
Experiência do usuário
Capacidade de adaptação regulatória
Custo operacional
Escalabilidade
Enquanto sistemas legados tentam “ensinar IA” a produtos antigos, a Sinky ensina produtos a pensar desde o início.
E existe um benefício estratégico adicional
A Sinky não opera o core regulatório.
Isso é intencional.
Não atuar em liquidação e compensação:
Reduz drasticamente a superfície de risco
Simplifica compliance estrutural
Permite ciclos de inovação mais rápidos
Aumenta segurança operacional
Facilita adoção por múltiplos perfis de instituição
Somos críticos, mas não engessados.
O cérebro operacional e o cérebro inteligente
Se formos usar uma metáfora biológica:
A Sinqia foi o cérebro operacional do sistema financeiro tradicional
A Sinky está se tornando o cérebro inteligente do sistema financeiro moderno
Uma garantiu que o sistema funcionasse.
A outra garante que o sistema decida bem.
Uma para o passado.
A outra para o futuro.
Não como oposição — mas como evolução natural da stack.
O sistema financeiro do futuro não será apenas transacional.
Ele será decisional, adaptativo e inteligente.
E toda nova era precisa de uma nova infraestrutura.
Essa infraestrutura é a Sinky.
Criada no Brasil.
Pronta para o mundo.
Nascida na era da inteligência artificial.






